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Das histórias de infância à Terapia

A criança interior como guia do propósito e da escuta na terapia


Na infância, um dos meus momentos preferidos era ouvir histórias.

Não falo somente daquelas escritas em livros, que eu também amava.

Minha mãe dava o almoço para mim e meu irmão enquanto contava histórias infantis.

Decorei a de Chapeuzinho Vermelho, de tanto que pedia para ela contar mais uma vez.


Mas também amava as histórias da vida das pessoas.

“Pai, conta uma história de quando você era pequenininho?”

“Vó, como foi quando você conheceu meu avô?”

“Vó, como você conseguiu ficar bem e ter mais filhos depois da sua primeira filha morrer aos 4 anos?”


Para mim, era como se eu estivesse ali, vivendo com eles aquelas experiências.

Eu realmente me interessava por suas vidas e, hoje, percebo o quanto esses momentos eram expressões profundas de amor e carinho.


As pessoas, no geral, gostam de falar sobre si, mas nem sempre encontram quem esteja genuinamente interessado em ouvir.


Com o tempo, fui percebendo que esse interesse sincero em me conectar com o outro por meio de suas histórias me conduziu naturalmente à escolha da profissão de terapeuta.

Claro que o trabalho vai muito além de ouvir histórias. Envolve técnica, estudo, responsabilidade e ética.

Mas não existe processo terapêutico verdadeiro sem uma escuta real, presente e humana.


Por isso, acredito profundamente que olhar para a criança que fomos e que ainda vive em nós, sempre traz pistas valiosas sobre o que faz a nossa alma vibrar.


Aquilo que nos encantava e nos fazia sentir conectados e vivos costuma apontar para nosso caminho mais verdadeiro.


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