Frustração e Adaptação: quando a vida não sai como o planejado
- Susy Brito

- 15 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

Hoje, depois de lidar com uma frustração que me deixou bastante chateada e que me levou direto a um docinho, refleti sobre o que a vida estava tentando me mostrar com a situação.
Primeiro eu lido com a emoção. É preciso se permitir sentir.
Só depois, quando já não estou tão absorvida pelo sentimento e pelas sensações, procuro compreender a partir de uma perspectiva mais ampla ou apenas diferente.
Pensei:
Será que a vida se trata mais de adaptação do que de conseguir exatamente o que desejamos?
Olhei para a minha vida e comecei a listar:
O que foi fruto de escolhas conscientes?
O que foi resultado de simplesmente lidar com o que era possível naquele momento?
Percebi que a adaptação tem tanto peso quanto a realização dos nossos desejos.
Até mesmo quando estamos vivendo uma experiência que escolhemos, precisamos nos adaptar ao que se apresenta.
Pensei nas pessoas que passam por grandes perdas — um acidente, uma doença, um desastre natural.
O primeiro passo é aceitar a mudança que se apresentou, em grande parte de forma abrupta ou repentina.
Somente depois é possível começar a aprender a viver a partir daquela nova realidade.
Assim também é com o luto: seguimos, mesmo com a dor, e aos poucos vamos nos reestruturando.
Tudo isso é adaptação.
Buscamos tanto ter controle sobre nossa vida, a ponto de vivermos em um mundo cada vez mais ansioso.
Planejar, prever, ter certeza.
Mas se olharmos de verdade, percebemos que não temos esse poder.
Mesmo as pessoas mais poderosas do planeta, não têm controle sobre as mudanças que a vida e a morte podem trazer.
Ninguém consegue impedir as grandes transformações que o tempo e a existência trazem.
Adaptação não é conformismo.
Não se trata de “deixa a vida me levar”.
Adaptação é saber lidar com as frustrações.
É sentir quando é momento de escalar ou contornar um obstáculo.
É acolher a dor do que não foi e seguir adiante, mais forte e mais flexível.
Adaptação é ser resiliente.
É desenvolver humildade.
É cultivar a aceitação e a confiança de que tudo tem um propósito, ainda que nem sempre compreensível no momento.
E então me perguntei:
Sou feliz, mesmo percebendo o quanto precisei me adaptar às circunstâncias?
Sim!
E quanto mais eu busco desenvolver em mim as virtudes da aceitação, da confiança e da humildade, mais em paz eu fico com minha trajetória de vida.
O melhor caminho nem sempre é o que sonhamos.
Mas é aquele que nos permite continuar caminhando.
Com amor,
Susy Brito



Comentários