Asas: Amor, Feridas e a Coragem de Viver Plenamente
- Susy Brito

- 15 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jun. de 2025

Passamos a vida buscando pessoas que não nos decepcionem, situações que não nos machuquem e que nada nem ninguém nos façam mal.
Queremos a felicidade, a realização dos nossos sonhos, um amor pra toda vida e muita alegria.
Mas, quanto mais o tempo passa e vivemos nossas experiências, mais percebemos como é difícil viver apenas a parte da vida que consideramos boa.
Pessoas nos ferem, nós também ferimos — aos outros e a nós mesmos.
Criamos expectativas sobre como o outro deve ser e agir, assim como o outro também cria expectativas sobre nós.
E como ninguém consegue corresponder totalmente às expectativas alheias, a decepção acaba sendo inevitável.
Amar com coragem: a verdadeira maturidade
Então começamos a viver cheios de defesas.
Vamos nos fechando, tentando nos proteger para evitar que a dor da mágoa e da decepção nos alcance. Afinal, ninguém foi treinado para ter um coração partido, para ser traído, para viver frustrações e perdas.
Assim, deixamos de viver plenamente.
Já não estamos inteiros em cada experiência.
Não nos entregamos ao amor com toda fé.
Ficamos desconfiados, desistimos nas primeiras dificuldades e evitamos nos aprofundar nas relações.
Chamamos esse modo mais contido de viver de “maturidade” e passamos a achar natural que a vida vá, aos poucos, perdendo sua cor.
Mas o que exatamente viemos fazer nesse mundo?
Será que o propósito é nascer com fé na vida, com o coração transbordando de amor, e ir entregando toda essa maravilha que somos a cada dor, a cada perda e a cada decepção?
Ou será que estamos aqui para amar e viver plenamente?
Temos sempre disponível a chance de parar e olhar realmente para dentro.
Perceber que todos esses sentimentos ainda existem.
Que a pureza original ainda está viva — pronta para florescer.
Só precisamos liberar os medos adquiridos e lembrar que nossa natureza é resiliente.
Porque, no fim das contas, o que o outro nos traz importa menos do que aquilo que cultivamos dentro de nós.
Quando alcançamos esse momento — esse "A-há!" interior — e nos reconhecemos como realmente somos, não temos mais medo de nos jogar na vida com os braços abertos e o coração puro.
Confiamos em nós mesmos.
E temos a certeza de que, quando for preciso, saberemos abrir as nossas ASAS.
Se esse texto tocou seu coração e você sente que é hora de abrir suas asas e viver com mais leveza, talvez seja o momento de olhar para dentro com mais carinho.
💛 Conheça meus atendimentos terapêuticos.
Com amor,
Susy Brito





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